Decisão de juiz provoca protesto em redes sociais! Entenda o caso.

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Foto de Rafaella Felicciano|Metrópoles.

“Entendo que não houve constrangimento, tampouco violência ou grave ameaça, pois a vítima estava sentada em um banco de ônibus, quando foi surpreendida pela ejaculação do indiciado”, esta é a decisão do juiz José Eugênio Neto sobre o caso de Diego Ferreira de Novais, 27 anos, suspeito de estupro e acusado de ejacular no pescoço de uma passageira de um ônibus na cidade de São Paulo, na última quarta-feira (30 de agosto).

A delegada que fez o boletim de ocorrência do caso considerou o ocorrido como estupro, e pediu a prisão preventiva do acusado. No entanto, mesmo sendo preso em flagrante, o acusado foi solto 24h depois do acontecimento, já que o juiz analisou que o ocorrido não se configura em crime de estupro, mas contravenção penal do tipo atentado ao pudor, cuja pena, diferentemente do estupro (que prevê reclusão de seis meses, no mínimo), é de multa.

Preso em flagrante em ato obsceno homem que ejaculou em mulher em ônibus. Imagem: G1.
Preso em flagrante em ato obsceno homem que ejaculou em mulher em ônibus. Imagem: G1.

E pasmem! De acordo com informações do G1 e da Folha de São Paulo, o homem já tinha CINCO passagens por crimes sexuais, os quais nunca foram levados a julgamento. Em entrevista à rádio Jovem Pan, a vítima, Cíntia Souza, afirmou: “É um absurdo. Estou me sentindo um lixo. Porque eu não fui constrangida… para a Justiça, eu não fui constrangida”.

E não foi só a Cíntia que achou a decisão um absurdo não! O caso provocou protesto nas redes sociais em apoio à vítima.

E tudo ainda piora!

O homem foi preso novamente hoje (02), ao atacar outra passageira dentro de um coletivo na região da Avenida Paulista, centro da capital de São Paulo. Dessa vez, ele foi indiciado por estupro porque foi acusado de esfregar o pênis no ombro da vítima e ainda tentou impedi-la de fugir dele. #nojonosdefine

De acordo com o G1, o delegado Rogério de Camargo Nader, do 78º Distrito Policial (DP), nos Jardins, pediu à Justiça a prisão preventiva de Diego. A decisão, no entanto, deverá sair no domingo (3) durante audiência de custódia. A autoridade policial ainda teria solicitado ao juiz que irá analisar o pedido que submeta o preso a exames psicológicos para saber se ele pode responder criminalmente por seus atos ou se deverá ser levado a tratamento médico.

Algumas celebridades se manifestaram nas redes sociais sobre o ocorrido e em repúdio à decisão do juiz José Eugênio. Confira!

#éestuprosim #precisamosfalar #juntascontraoabuso #reapeitaasmina

Uma publicação compartilhada por Sabrina Petraglia (@sabrinapetraglia) em

doentes mentais têm que ser tratados e o sistema tem que se responsabilizar por isso. criminosos têm que ser presos: o que aconteceu no ônibus em Sp e depois no RJ, acontece na rua e em todos os lugares, há tempos. ainda bem que hoje existe a internet e a gente grita. temos que fazer isso pra alguma coisa mudar. . a maneira como este juiz “justificou” a soltura do cara, é algo que assusta muito e por isso estamos fazendo barulho. houve constrangimento, sim. a mulher sofreu uma violência, sim. o cara tem passagem pela polícia (compartilhei uma matéria da Folhaonline, relatando todos os crimes sexuais que ele cometeu desde 2009, em ônibus e metrôs. detalhe: todas as mulheres que foram vítimas dele, fizeram BO). ele ñ pode estar solto. esta lei, este sistema, ñ podem continuar assim. . . (esta imagem eu printei do fb da @crisnaumovs)

Uma publicação compartilhada por Sarah Oliveira (@saraholiveira) em

E agora senhor Juiz? Ele é ou não é um tarado perigoso ? SURREAL

Uma publicação compartilhada por Preta Gil 🎤 (@pretagil) em

Segundo o dicionário Aurélio ‘constragimento’ é definido como: “Ação ou efeito de constranger ou de se constranger. Uso da violência física contra uma outra pessoa; coação. Circunstância vergonhosa; situação de completo embaraço; vexame. Demonstração de timidez; encabulamento. [Por Extensão] Aquilo que é desagradável; aborrecimento”. Mas, talvez para a Justiça, o significado de ‘constrangimento’ seja outro, infelizmente.

Com informações do G1 e Folha de São Paulo

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