Déjà vu: Você já teve a sensação de estar vivendo algo novamente?

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'Espelho da Vida'|Divulgação (Rede Globo).

Hoje (25), estreia a nova novela das seis da Rede Globo. Espelho da Vida é escrita por Elizabeth Jhin e, mais uma vez, a autora aborda uma temática do espiritismo. Na trama, a personagem Cris Valência (Vitória Strada) ao pisar pela primeira vez na cidade de Rosa Branca, sente que viveu algo naquele local, tendo a sensação de estar vivendo a mesma situação novamente. Convidada pelo namorado, Alain Dutra (João Vicente de Castro), a interpretar a protagonista do novo filme dele, Julia Castelo, Cris vai vivenciar uma experiência de viagem no tempo para uma de suas vidas passadas.

Mas e essa sensação de estar vivendo algo novamente? Você já sentiu? Este sentimento é chamado, tanto pelo espiritismo como pela ciência, de déjà vu (do francês, “já visto”).

Segundo Carlos Eduardo Belfort, advogado e palestrante de temas espíritas, para a doutrina espírita, o déjà vu pode ser uma lembrança de algo que realmente já foi vivenciado. “Às vezes, temos a sensação de já conhecermos uma pessoa que pensamos nunca ter visto, ou de reconhecermos um lugar que, aparentemente, nunca visitamos antes”, afirma Belfort.

‘Espelho da Vida’|Divulgação (Rede Globo).

Para o espiritismo, o déjà vu pode ser considerado um reconhecimento de algo devido à força da própria mediunidade. De acordo com este pensamento, existe reencarnação e vidas passadas, nas quais as pessoas visitaram lugares, conheceram pessoas e vivenciaram situações que podem se repetir no presente. Quando ocorre a lembrança instantânea de tais memórias, supostamente trata-se de um déjà vu.

Ainda, conforme Belfort, a sensação de déjà vu pode estar relacionada a intuições, já que estas são sugestões provenientes do inconsciente com base em experiências encarnatórias precedentes. Em outras situações, intuições podem ser percepções ditadas por espíritos que manifestam algum interesse por nós.

“Compreenda, contudo, que o conhecimento espírita é evolutivo e de cunho científico. Assim, por não determos o monopólio da verdade, não nos reconhecemos com autoridade para reputar explicações da medicina ortodoxa (que atribui tais fenômenos a reações químicas processadas na intimidade do cérebro), por exemplo, tampouco as conjecturas da física não convencional (não newtoniana), ao cogitar a teoria das “dobras do tempo”, outra explicação plausível para o déjà vu”, completa Belfort.

O déjà vu, segundo a ciência

Imagem: Pinterest.

De acordo com um estudo publicado no periódico científico The Quarterly Journal of Experimental Psychology, quando nosso cérebro manda sinais com o propósito de identificar algum tipo de “erro de memória”, ocorre um processo de “checagem” da mesma, propiciando a sensação de déjà vu.

Ou seja, para os cientistas, o déjà vu não é um fenômeno de replay, mas de verificação de memórias/lembranças, como forma de impedir que você se esqueça de algo ou confunda eventos passados. Ainda, tal estudo afirma que quando o indivíduo não sente tal fenômeno, significa que o sistema de memória não está cometendo nenhum “erro”.

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