Dica de Leitura: O diário de Anne Frank ❤

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Imagem: Nadja Oliveira (O que que há/Portão Amarelo).

Sinopse: 12 de junho de 1942 – 1º de agosto de 1944. Foi ao longo deste período que a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Essa obra já foi traduzida para 67 línguas, e é um dos livros mais lidos do mundo. O diário de Anne Frank destaca sentimentos, como aflições e pequenas alegrias de uma vida incomum, conflitos provenientes da transformação de uma menina em mulher, o despertar do amor, a fé inabalável na religião e, principalmente, a rara nobreza de um espírito amadurecido no sofrimento.

Gênero: Não ficção / Drama

Número de páginas: 352

Editora: Record

Classificação:  ★ ★ ★ ★ ★/5

Sobre Anne Frank

Anne Frank. Imagem: Pinterest.

Anne Frank aborda, em seu diário, o contexto e conflitos históricos da Segunda Guerra Mundial, além das curiosidades, anseios e contradições comuns a uma jovem adolescente. Anne, ao longo dos anos, se tornou símbolo de luta e feminismo, relatando em sua obra a vontade em ser escritora e jornalista, em um período em que as mulheres eram culturalmente criadas para serem apenas esposas, mães e donas de casa.

Como o diário é uma obra não fictícia, por vezes, Anne é contraditória quanto aos seus sentimentos. Ela fala sobre a relação difícil entre os moradores do Anexo Secreto. Ela tem uma relação difícil com sua mãe, e é mais próxima de seu pai. Às vezes, ela está angustiada, irritada, e praticamente depressiva. Em outros momentos, ela está otimista e sonha com a vida pós-guerra, traçando sonhos, e fazendo planos para depois de sua almejada saída do Anexo Secreto, local onde passa a maior parte da história relatada no diário. Claramente, a esperança de Anne por dias melhores predomina em sua narrativa.

Sobre o livro

Por anos, tive a vontade de ler este livro. Porém, sempre fui adiando a leitura, por saber qual era o assunto da obra. Ainda, por se tratar de um diário, literalmente como diz o título, vale ressaltar que este livro foi escrito por uma pessoa de verdade, que viveu a angústia da Segunda Guerra Mundial. O que está nesta obra são palavras da própria Anne Frank, com algumas pequenas correções ortográficas.

Lea van Acken, como Anne Frank, no filme ‘O diário de Anne Frank’, de 2016. Imagem: Universal Pictures.

Anne escreve para seu diário como se este fosse uma amiga (Kitty). Nas primeiras páginas, ela conta sobre a sua vida, e a mudança de sua família (que é alemã) para Amsterdã, capital da Holanda. Ela narra também as normas direcionadas aos judeus. Mas, a maior parte de seu diário foi escrita no Anexo Secreto, um esconderijo onde Anne, Otto (seu pai), Edith (sua mãe), Margot (sua irmã), a família Van Pels e, mais tarde, Albert Pfeffer (Sr. Dussel, no diário) vivem durante dois anos.

O Anexo Secreto é uma parte do prédio onde o pai de Anne trabalhava. Importante saber que eles contaram com a ajuda de amigos, os quais levavam comida e outras coisas necessárias. Vale lembrar, também, que tais amigos também corriam risco de vida, já que, na época, era crime esconder judeus.

Cena do filme ‘O diário de Anne Frank’, 2016.

A narração de Anne é tão boa e cheia de detalhes, que durante a leitura, mesmo sabendo o final da história, eu tinha esperança de um final alternativo, algo feliz. Mas, como não é um livro de ficção, isso não aconteceu. Deu um nó na garganta quando iniciei a leitura do epílogo com a seguinte frase: “O diário de Anne Frank termina aqui”.

Após alguns dias da invasão ao Anexo Secreto por nazistas, o diário de Anne foi encontrado e, depois da guerra, foi entregue ao pai da garota, Otto Frank, o único sobrevivente (dos moradores do Anexo Secreto) ao holocausto.

A força da narrativa de Anne, com impressionantes relatos das atrocidades e horrores cometidos contra os judeus, faz deste livro um precioso documento. Apesar da triste história, esta é uma leitura necessária.

*Texto original de Portão Amarelo

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