E agora, quem poderá nos defender?

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Imagem: Chapolin Colorado (Divulgado).

Cada vez mais, o brasileiro está imerso em um cenário de insegurança e, consequentemente, muda costumes, como forma de se proteger dos crescentes índices de violência.

É fato público e notório, que a violência chegou a um patamar vergonhoso e insuportável, gerando um sentimento de insegurança que atinge cidadãos, sejam eles ricos ou pobres. Ninguém está a salvo. Não conseguimos mais nos sentir seguros nem em locais simples e habituais, como escolas, hospitais, lojas, farmácias, transportes públicos… E nem mesmo em nossas moradias.

Atualmente, cada cidadão tem um ou muitos relatos de sua exposição a esta triste realidade, além muitas outras histórias de conhecidos, amigos e parentes.  Com isso, nossos hábitos sofreram mudanças. “Já ando com o dinheiro/celular do ladrão”, “Não posso chegar muito tarde em casa, na minha rua está tendo muitos assaltos”, “Melhor não levar essa bolsa, pode chamar atenção dos bandidos”, etc, etc, etc. Até quando os cidadãos de bem terão que se adaptar a esta cruel realidade? Não deveria ser o contrário? O correto não seria que os criminosos se adaptassem a nossas leis?

Ao se deparar com a desconfortável, constrangedora e assustadora experiência de um assalto, por exemplo, o que nos é tirado vai além de bens materiais. A cada ato desses, também nos é tirada a segurança de ir e vir. Nossa saúde psicológica é abalada. E o sentimento de esperança que nosso país ainda tem jeito vai se esvaindo aos poucos.

Em meio a esse caos, quem poderá nos defender? Um governo corrupto? Policiais corrompidos? O Chapolin Colorado (quem dera!)? Claro que não podemos generalizar, ainda há políticos e muitos policiais que fazem um trabalho incrível. Mas, pensei muito em uma resposta e, infelizmente, não cheguei a nada satisfatório.

Imagem: Chapolin Colorado | SBT.

A cada dia que passa, viver no Brasil é um ato de heroísmo. Nós somos os heróis destas histórias, os sobreviventes que, apesar de tudo, ainda acreditam que esta realidade pode mudar.

Fica, aqui, um desabafo!

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