Exposição com mais de 750 obras retrata diversidade da arte brasileira

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Porto de Santos, obra de Benedito Calixto (1890). Foto: Sergio Guerini/Divulgação Itaú Cultural.

Oi, gente! Trago hoje uma dica para quem é apaixonado por arte brasileira. Quem for para São Paulo (SP) durante esses dias, não pode deixar de conferir a exposição ‘Modos de Ver o Brasil: Itaú Cultural 30 anos’, inaugurada na Oca, dentro do Parque Ibirapuera. Eu tive a oportunidade de visitar a mostra, que foi aberta a imprensa na semana passada, e foi super legal.

A exposição conta com mais de 750 obras que remetem a momentos históricos do país – desde a primeira obra adquirida por Olavo Egydio Setubal, no fim dos anos 60, às novas aquisições para a sua coleção.

A abertura ocorre nesta quinta-feira (25), e a mostra segue até 13 de agosto, ocupando os mais de 10 mil metros quadrados da Oca. A exposição é o maior recorte do Acervo de Obras de Arte Itaú Unibanco exibido em conjunto, até hoje. O acervo é considerado um dos maiores do mundo e o maior da América Latina.

Para reunir a história do acervo, que se mescla à da construção do Brasil, os curadores apresentam 20 núcleos a serem percorridos pelos visitantes, fazendo articulações e linhas de continuidade e ruptura entre eles. Os trabalhos ocupam os quatro andares da Oca, sem seguir uma sequência cronológica e construindo nexos e diálogos diversificados entre as obras. O objetivo é que público seja levado a descobertas estéticas, linguísticas, conceituais e políticas, dando indicações para que novos modos de ver a arte brasileira sejam construídos.

Obra de Adriana Varejão presente na Oca. Foto: Divulgação Itaú Cultural
Obra de Adriana Varejão presente na Oca. Foto: Divulgação Itaú Cultural.

Entre as obras que podem ser vistas na exposição, as mais antigas são os dois mapas Jodocus Hondius: AmericaSeptentrionalis, de 1613, e Henricus Hondius: Accuratissima Brasiliae Tabula, de 1630, além dos livros raros. O público poderá conhecer também obras de artistas contemporâneos, como Adriana Varejão, Beatriz Milhazes, Vik Muniz, Berna Reale, Jaime Lauriano, Ayrson Heráclito e Eder Oliveira.

Confira algumas obras que você pode encontrar nesta exposição!

Temas

São Paulo é o foco do piso térreo, com fotos e obras da cidade, desde a sua fundação, até trabalhos produzidos em 2017. No primeiro andar, as obras remetem ao pós-2ª Guerra Mundial.  Estão aí obras da primeira geração de cinéticos, como Abraham Palatnik, as cores de Amélia Toledo e as gravuras de Maria Bonomi. A exposição traz ainda, no segundo piso, a formação social do Brasil: o Barroco e Neobarroco, com foco em duas passagens traumáticas da história do país – a escravidão e a conquista das terras indígenas. As obras são de artistas como Aleijadinho e Mestre Valentim, além da contemporânea Adriana Varejão.

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