Festival de arte com crianças, Trisca, propõe um novo jeito de pensar a cidade

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Triscar é um verbo comum no imaginário nordestino, foi dessa brincadeira que surgiu o Trisca Festival – um festival de arte feito por crianças e para crianças. Nos dias 14, 15 e 16 de dezembro a Biblioteca Cromwell de Carvalho vai se transformar em um grande laboratório com jardim sensorial, intervenções, brincadeiras, exposições e experiências para viver com crianças . O evento tem como objetivo discutir a cidade, infância, cultura, tradição e arte.

Já em sua primeira edição, há dois anos, o Trisca trouxe várias provocações: que contextos, além da escola e família, estamos criando para formar os sujeitos que atuarão no mundo e no futuro? Que entendimento de criança estamos praticando? Como articular espaços de encontro, afeto e noções de coletividade em uma geração cada vez mais seduzida pela existência individual de selfs, cliques, telas e universos digitais?

A iniciativa é do @_canteiro_, produtora independente, e fecha o ciclo 2018 de atividades. Desde sua criação, o Canteiro tem pensado atividades que criam contextos e estratégias de co-existência para artistas, sujeitos e cidade.

Jardim sensorial, leituras públicas, conversas, exposições, experiências, quintal de brincadeiras, oficinas, espetáculos e até um rali de bicicleta fazem parte da programação que vai de sexta a domingo. “O conceito do festival é de triscar mesmo, se aproximar de certas experiências – dançar, menino brincar junto com menina, criança brincar com avô e etc”, explica Layane. “Essa experiência é a de misturar, cultura popular, peteca, coisa tecnológica, tipos de infâncias, de aproximar crianças de coisas que ela não conhece ou aproximar crianças que sabem algumas coisas de outras que ainda não a conhecem”.

Para além da escola e da família, o Trisca cria contextos para existir nas férias e na cidade – a ideia é sair do lugar de observador e participar. Só andar pelos espaços públicos escolhidos como ambientes para o festival já pode ser um grande aprendizado.

Biblioteca vira nave de experiências

O Trisca encerra a temporada de ocupação à Biblioteca Estadual Des. Cromwell de Carvalho. “A gente criou o projeto e precisava de um espaço, vim sondar com o coordenador e ele foi super receptivo e acolheu cedendo a biblioteca”, comenta Layane Holanda, uma das produtoras do evento.

Localizado na Rua Coelho Rodrigues, centro-sul, bem em frente a Praça Demóstenes Avelino (Praça do Fripisa), o prédio tem característica da arquitetura escolar do início dos anos 20. De fato, além de sediar antigo grupo escolar da capital, o prédio também abrigou a Faculdade de Direito do Piauí, entre as décadas de 50 a 70.

A biblioteca estadual tem um acervo de 40 a 50 mil exemplares – dos quais, todos aqueles em referência ao estado do Piauí estão organizados e catalogados. Além do acervo bibliográfico para consulta, há uma vinilteca e sala de estudos funcionando diariamente e aberta ao público.

A programação do Trisca vai ocupar o hall de entrada da biblioteca, a Nave e o quintal – onde acontecerão as brincadeiras de chão ao cair da tarde. Na nave acontecerão as oficinas, espetáculos e sala interativa. (Confira a programação!)

Trisca – Festival de arte com crianças
– Biblioteca Pública Estadual Desembargador Cromwell de Carvalho
– Parque Potycabana
14, 15 e 16 de dezembro

Confira a programação completa aqui: 

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