Labirintite precisa de tratamento!

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Popularmente, o termo labirintite é usado para denominar qualquer tipo de tontura. Já em termos técnicos, labirintite é uma afecção do labirinto, uma região do ouvido interno que está ligada à audição, à noção de equilíbrio e a posição do corpo. A mesma pode ser causada por vírus ou bactérias, dessa forma, muitos especialistas preferem designá-la como ‘labirintopatia’.

Em geral, a labirintite se manifesta após os 40 ou 50 anos de idade, devido a alterações metabólicas e vestibulares. Além da faixa etária, aspectos como hipoglicemia, diabetes, hipertensão, otites, uso de álcool, fumo, estresse e ansiedade, são considerados fatores de risco.

Alexandra Kolontai, otorrinolaringologista do Instituto de Neurociências do Piauí.
Alexandra Kolontai, otorrinolaringologista do Instituto de Neurociências do Piauí.

De acordo com Alexandra Kolontai, otorrinolaringologista do Instituto de Neurociências do Piauí, os principais sintomas de labirintopatia são as tonturas, geralmente de caráter rotatório, associadas com zumbido e a sensação de ouvido tampado. Estes sintomas também podem vir acompanhados de náuseas, vômitos ou até mesmo desequilíbrio. Em alguns casos, o paciente não consegue nem caminhar direito.

Na vertigem rotatória clássica, a sensação é que o ambiente gira ao redor do corpo. Já quanto à tontura, a sensação é de desequilíbrio, instabilidade, de pisar no vazio, de queda.

O tratamento varia, pois o mesmo depende da causa. Porém, de modo geral, são utilizados medicamentos associados a terapias de reabilitação. Kolontai alerta que é importante as pessoas não se contentarem com o diagnóstico de labirintite e procurarem o tratamento.

“A maioria das pessoas acha que quem tem labirintite vai ter tontura para o resto da vida, mas na verdade tem-se que procurar um otorrino, de preferência um especialista nessa parte de tontura, para avaliar a causa. Muitas vezes, é uma causa totalmente curável, a pessoa fica anos sentindo, sendo que ela pode fazer um tratamento e curar”, explica a especialista.

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Recomendações

Mudanças no estilo de vida são fundamentais para prevenir as crises de labirintite. Veja algumas sugestões:

* Evite ingerir álcool. Se beber, faça-o com muita moderação;

* Não fume;

* Controle os níveis de colesterol, triglicérides e a glicemia;

* Opte por uma dieta saudável que ajude a manter o peso adequado e equilibrado;

* Não deixe grandes intervalos entre uma refeição e outra;

* Pratique atividade física;

* Ingira bastante líquido;

* Procure administrar, da melhor forma possível, as crises de ansiedade e o estresse;

* Importante: não dirija durante as crises ou sob o efeito de remédios para tratamento da labirintite.

Com informações do Instituto de Neurociências do Piauí e do website oficial do Dr. Drauzio Varella (médico cancerologista, formado pela USP).

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