NÃO aos palpiteiros!

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Imagem reprodução internet

Esse texto é direcionado a você que é mãe. Tenho certeza que vai se identificar com o que vou descrever aqui. Mas vale também pra você que tem o desejo de ter filhos ou não. Porque os palpiteiros, para quem eu disse NÃO já no título e, vou permanecer dizendo até a eternidade, estão em todo lugar e querem é dar conta da sua vida.

Estou me sentindo a Bruna Marquezine escrevendo sobre isso. Tá bom, ela não tem filhos. Mas, recentemente, fez um desabafo em suas redes sociais que tocou muita gente.

Em resumo, ela disse: “Se uma pessoa te pergunta a sua opinião, você deve dizer a verdade. Agora, se a pessoa não pergunta, você fica calado”. E ela ainda disse mais: “Se a sua crítica for ofender, machucar, fazer com que essa pessoa se sinta mal… Se você for machucar essa pessoa, por mais que sem intenção, fica quieto, não comenta”.

Voltando a nossa e, especificamente, minha realidade de mãe, acho que as palavras ditas por Bruna se encaixam muito bem para os meus “amigos” palpiteiros. E palpite é muito diferente de conselho. Conselhos vêm como sugestão de algo que pode te ajudar. Já os palpites entram sem bater na porta e recheados de explicações vagas.

Minha gente, é cada coisa que a gente escuta e depois finge demência. Fazemos isso para não desamarrar os laços. Porque se engana quem pensa que os palpiteiros são apenas pessoas sem noção que querem dar conta da sua vida, cuidar de todos os detalhes dela, mas sem pagar um boleto seu, é claro.

Eles estão mais pertos do que você imagina. São seus amigos. São família. Eu, particularmente, não sei o que é pior em relação a esse povo. Os que palpitam sem ter filhos ou os que já passaram pela experiência e, por isso, são os “deuses da razão”. E eu já posso até ter feito parte desse grupo um dia, porque já palpitei sim (e muito!), mas, hoje, me arrependo. Do fundo da minha alma.

Não tem nada mais chato do que gente “metida”, inconveniente, que palpita para atrapalhar. Que julga, que não acrescenta, não soma. Que deixa a gente mal, se questionando sobre nosso modo de criar. Isso sem falar que toda essa novela acontece em um período em que os pais estão só os cacos… Sem dormir, tomar banho ou comer direito, por exemplo. Que estão vivendo única e exclusivamente para o filho. Buscando mil e uma maneiras de dar o seu melhor (em todos os sentidos). Estudando. Lendo. Levando a especialistas… Mas, quem sabe de tudo são os “deuses da razão” (quase pediatras, “num” tem?) ou, então, aquela pessoa que tem uma amiga da prima dela que teve um filho para quem ela dá açúcar todo dia e ele nunca sentiu nada.

Enfim, todo mundo tem uma receita infalível para o seu problema. Mas, uma dica valiosa para os curadores dos problemas alheios:

Fique na sua, amiguinho. DEIXE EU CRIAR MEU FILHO, deixe. Só peço isso. Se eu precisar da sua ajuda vou pedir. Não QUESTIONE o que estou fazendo com minha cria… “Ah, mas eu tenho experiência. Criei cinco e dei chá para todos eles”…. Foi mesmo, querid@? Deu certo? Que ótimo! Parabéns! Mas esse é meu filho. Minha experiência. Vou dividir ela com quem me pedir conselho. E que você faça o mesmo. Amém?!

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