Não é Frescura!

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O laço amarelo é símbolo do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

Nesta semana, perdemos mais uma pessoa para o suicídio em Teresina. A notícia, claro, deixou todos tristes. Mas, não queríamos falar aqui sobre dados de casos como esse na capital piauiense. Gostaríamos de conversar hoje sobre algo que pode auxiliar muita gente que precisa de ajuda. Estamos falando do PROVIDA. Já ouviu a respeito?

O PROVIDA é um ambulatório especializado no atendimento a pessoas que têm ideias suicidas, planos para suicidar-se ou que tenham tentado suicídio recentemente. Ele foi lançado no dia 10 de setembro de 2014, no I Fórum Municipal de Valorização da Vida, em Teresina, iniciando suas atividades no dia 15 do mesmo mês. 

“No PROVIDA o paciente recebe acompanhamento médico e psicológico com o intuito de superar o momento da crise suicida, podendo, posteriormente, ser encaminhado para continuar seu acompanhamento em outros serviços da Rede de Atenção Psicossocial”, explica Daniel Feitosa, um dos coordenadores do projeto.

O atendimento é prestado à população em geral, sem necessidade de marcação da consulta, e funciona no Centro Integrado de Saúde Lineu Araújo, na Rua Magalhães Filho 152, Centro – Sul, Ala B, Sala 9.

O primeiro atendimento consiste em uma triagem, em que o paciente é entrevistado e, caso tenha perfil para ser acompanhado pelo serviço, será iniciado o acompanhamento especializado. Caso o paciente não tenha este perfil, o mesmo é devidamente encaminhado para o serviço que melhor atenda suas necessidades. Entende-se por perfil para acompanhamento no ambulatório pessoas que estão vivendo uma crise suicida.

#NAOEFRESCURA

PROVIDA é um atendimento promovido pela Prefeitura de Teresina.
PROVIDA é um atendimento promovido pela Prefeitura de Teresina.

O projeto também trabalha com a hashtag #naoefrescura, que, conforme Daniel, serve para destacar a necessidade de valorizar e estarmos atentos aos cuidados com a nossa saúde mental.

Para Daniel Feitosa, o tema suicídio ainda é permeado por muitos mitos que podem dificultar uma abordagem adequada sobre a temática. Se, por um lado, algumas pessoas se recusam a tratar do assunto por considerar perigoso falar sobre suicídio, por outro lado, alguns consideram que o comportamento suicida é uma forma de “chamar atenção” e que não deve ser tratado seriamente. “Ambas as posturas trazem risco por não trazerem à tona o que anos de pesquisas na área tem demonstrado: pessoas que tentam suicídio vivenciam sofrimento psíquico intenso e, realmente, necessitam de acompanhamento especializado”, afirma Daniel.

Para ajudar a solucionar o problema, a melhor estratégia é a prevenção, que inclui uma abordagem responsável e ética sobre o tema, que deve alcançar a população de modo geral, assim como sensibilizar o poder público.

“Em uma abordagem assim, deve-se realizar ações voltadas para o público em geral (universal), para grupo com risco moderado (seletiva) e grupo com alto risco (indicada). Para isso, dentre outras iniciativas, é necessário conhecer que fatores constituem risco para suicídio, como eles tem se apresentado em nossa sociedade e como temos lidado com estes, para que, com uma análise crítica da realidade, se possa tomar as providências necessárias”, conclui Daniel Feitosa.

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