Nem só de sorrisos a vida segue, a tristeza existe e precisamos falar sobre ela!

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A tristeza pode ser definida em muitos graus. Tem gente que menospreza a tristeza alheia. Somos seres complexos e sentimos também de forma complexa. A tristeza faz parte disso. Sentimos sem ter controle absoluto dela. Solta uma música. Muda a faixa. Assiste a um filme. Conversa com amigos. Tudo para tentar driblar essa danada. As vezes funciona. Depende do nível.

Diferente dos outros editoriais, hoje vim falar sobre tristeza. Caramba, logo eu, Miriam Sousa? Então, logo eu. Ninguém está imune, jovens. Somos feitos de carne, osso e sentimentos. Eu não sou de sentir tristeza. Sinto momentos ruins, por vezes desagradáveis. Mas tristezaaaaa, tristezaaa, não. Quase nunca. Lembro exatamente quando foi a última vez e foi bem pesado.

Talvez eu encontrei no meu jeito de ser ou de enxergar o mundo, um escape a ela. Isso não significa que sou mais forte que ninguém, nem que sou a bam bam bam da felicidade. Só quer dizer que eu tenho algumas estratégias para me manter bem. Mas às vezes existe falha no sistema de proteção e a gente sente. Como coloquei mais cedo no twitter (seu lindo), minha mãe sempre fala sobre a tristeza na alma. Sempre achei o termo muito forte e fugia bem loucamente desse sentimento. Mas as situações acontecem e ela chega, domina, acorrenta e vai correndo, moendo, doendo, maltratando de forma desesperadora.

Pode ser que esse aguçamento dessa minha tristeza seja parte por conta da TPM que tá batendo forte. Pode ser que realmente as palavras ditas a mim me tocaram profundamente. Esta palavra “profundamente” é usada, muitas vezes, fora do contexto ou sem verdade. Eu gosto de usar as palavras de forma  a expressar a realidade. Quando uso profundamente, significa que foi mesmo profundo. Que penetrou. Chegou. Feriu. E tá latente. Viva. Forte.

Eu sou a imperfeição em formato de mulher de cara mais ou menos boa, mas eu sou verdadeira. Real mesmo. Tu vê o que eu sou. Tu olha o que eu vivo. Tu sente o que eu realmente transmito. É, esse é meu bem e meu mal.

A sinceridade no conceito de viver é repugnante. Afasta as pessoas. Ninguém gosta da sinceridade, isso é um fato. Eu digo: Quanto mais sincero, melhor. Eu gosto disso. Não gosta. Ninguém gosta de ouvir a verdade nua e crua. Ela pode até ser falada de forma doce, calma e com palavras eufêmicas. Mas a verdade dói. Dói tal quanto a tristeza. Talvez elas andem de mãos dadas. Talvez. Quem sabe?

Eu já fui magoada em níveis profundos de dor. Ultrapassou o ego. A paz. As noites de sono. Mas a gente não se acostuma com isso. A cada nova mágoa, novas dores. A dor parece que tem sempre uma forma nova de aparecer e tocar. Criativa ela é.

“Palavras ditas não voltam atrás”, já disse alguém sábio que tô com preguiça de procurar saber quem foi. Que pena que não volta. Que pena. Que pena.

Se eu tivesse no controle de tudo elas jamais teriam saído da minha boca. Já dizia alguém também que “de boas ações o inferno tá cheio”.

Se eu tivesse controle elas jamais teriam entrado nos meus ouvidos. Jamais.

Mas elas saíram e entraram e estão aqui. Dentro de mim. Pode ser que dure só hoje. Eu oro por isso. Pode ser que não. Eu realmente não estou controlando nada disso aqui e talvez nem você esteja entendendo nada. Mas vale a pena escrever sobre um sentimento que você também sente. Que você e eu, em situações completamente diferentes também vamos ser ultrapassados pela tristeza. Ela vive rondando. E cada um usa as armas que tem para se proteger. A minha arma falhou dessa vez, mas quem sabe na próxima?

Independente qual grau seja a minha tristeza hoje, ela vai passar. Ela vai passar. Ela vai passar. Eu tenho firme convicção disso. E quando ela passar, eu poderei te ajudar ainda mais, com aquelas mensagens de superação necessárias: eu venci, você também vai conseguir!

No mais, não desista de acordar todo dia lutando contra a tristeza. Não é natural. Não é normal. Eu acredito firmemente que mesmo neste mundo decepcionante, com pessoas cruéis, com a corrupção em todos os níveis do caráter humano, a nossa natureza é a felicidade e a contemplação em encontrar até na tristeza da alma, motivos para viver!

Levantemos. Um passo de cada vez!

Deixo uma música que é meu canto de hoje: “Eu grito pra Ti oh, Deus, vem me socorrer.
Olhando pra mim posso saber que nada posso fazer”

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