Sal rosa do Himalaia: benefícios e como consumir

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(Imagens: Reprodução)

Visto muitas vezes como um vilão, o sal é um nutriente indispensável para o bom funcionamento do organismo. Embora ele seja desencadeador de uma série de doenças, sua ausência completa pode prejudicar o corpo tanto quanto o excesso.

Entre os diversos tipos de sal que existem, uma espécie tem chamado a atenção: o sal rosa do Himalaia. Ele é considerado integral, encontrado predominantemente no Paquistão e tem sido nomeado como o sal mais puro encontrado em nosso planeta, devido ao seu processo de preservação natural e pela sua extração e lavagem manual. Acredita-se que ele seja composto por 84 minerais, dentre os quais se destacam o cálcio, ferro, potássio e magnésio.

A nutricionista Camilla Paiva explica que o sal rosa consiste em um sal gourmet extraído das minas salinas do Himalaia que possui a cor rosa devido a sua grande concentração de minerais. “Diferente do sal comum, o sal rosa do Himalaia não passa por processo de refinamento e não são adicionadas outras substâncias à sua composição”, explica.

A também nutricionista, Maria Andressa Macêdo, acrescenta que o sal refinado contém 97,5% de cloreto de sódio e 2,5% de produtos químicos, como agentes branqueadores e outros produtos utilizados para reduzir a quantidade de umidade presente no sal. Além disso, também é adicionado ao sal comum o Iodo.

A profissional diferencia o sal comum do sal rosa do Himalaia. Segundo ela, o sal refinado (sal de cozinha), em seu processamento passa por várias etapas alterando a sua estrutura natural. Nesse processamento é retirado quase todos os minerais ali presentes, restando apenas o sódio e o cloreto.

“Já o sal rosa do himalaia possui uma quantidade menor de sódio quando comparado ao sal de cozinha, onde em 1g de sal rosa do Himalaia há 230 mg de sódio, enquanto no sal de cozinha há 400 mg”, distingue Maria Andressa Macêdo.

Mais saudável

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Devido à falta de estudos científicos, não há uma definição quanto ao sal rosa do Himalaia ser melhor ou não que o sal comum. Analisando a composição, o sal rosa é considerado melhor por conter maior quantidade de minerais disponível em relação ao sal comum, que só contém basicamente cloreto de sódio.

Porém, a nutricionista Camila Paiva afirma que a quantidade desses minerais é irrisória em relação à necessidade diária recomendada pela OMS (Organização Mundial de Saúde). “Não há comprovação científica que ele contenha menor teor de sódio que o sal comum e, por isso, ele também deve ser consumido com cautela, pois este mineral é prejudicial à saúde, quando em excesso. Também não há comprovação da existência de Iodo no sal rosa do Himalaia, por se tratar de um sal importado”, explica.

No Brasil, é lei que seja adicionado Iodo ao sal de consumo, de acordo com os teores estabelecidos em Portaria do Ministério da Saúde, visando evitar a deficiência de Iodo no organismo humano, prevenindo problemas de saúde como o bócio, aumento do risco de abortos, cretinismo (retardo mental grave e irreversível) em crianças, surdo-mudez e nascimento de crianças com baixo peso.

“Diante deste impasse, o ideal é manter uma alimentação balanceada e saudável, com ênfase em alimentos naturais, como os vegetais, preferindo alimentos integrais, com baixo teor de sódio, gorduras e açúcares” completa a nutricionista.

Equilíbrio na ingestão de sal

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Sal é essencial para o nosso corpo desde que consumido na dose certa. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a recomendação diária de sal para um adulto deve ser de menos de 5 gramas. Isto é válido para qualquer tipo de sal.

O sal melhora o sabor dos alimentos, porém o seu uso excessivo prejudica o paladar e acaba causando um desajuste na dose ideal ao temperar um prato. Além de que, quando consumido em excesso, é muito prejudicial à saúde, por causar problemas cardiovasculares, principalmente o aumento da pressão arterial, é o que alerta a nutricionista Camila Paiva.

“Já que sabemos que o sal é essencial em nossas vidas e que deve ser consumido diariamente na quantidade adequada, a melhor escolha é por um sal mais puro e menos processado, como o sal marinho integral, sal de ervas, sal preto, sal light, entre outros”, enfatiza Maria Andressa Macêdo.

Por causa da sua composição, acredita-se que o sal rosa do Himalaia contribui para regular a pressão arterial; Melhora a digestão; Reduz a acidez do nosso organismo; Regula a hidratação do organismo, levando água e nutrientes para dentro e para fora das células; Fortalecimento dos músculos e sistema imunológico; entre outros.

Sal também é utilizado em banhos

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O sal rosa do Himalaia pode ser usado inteiro ou moído no preparo das refeições em substituição do sal de cozinha comum. O teor de cloreto de sódio é muito semelhante ao do sal marinho, por isso, é muito importante consumir com moderação. Desta maneira, recomenda-se também que um nutricionista seja consultado antes que se venha a aderir o sal rosa do Himalaia em uma dieta cotidiana.

Mas o uso não é apenas para a culinária. O banho com sal rosa desintoxica e relaxa o corpo. Algumas terapias alternativas como cosmoterapia, feng shui e aromaterapia se aproveitam dos benefícios do sal rosa para promover saúde e bem-estar.

Como banho de sal, o produto é ideal para quem quer relaxar e tonificar a pele. Isso porque, junto à água morna, ele ativa a transpiração e, consequentemente, a eliminação de toxinas. Para utilizar, basta acrescentar sal à vontade na banheira e imergir o corpo por cerca de 30 minutos. Esse banho é especialmente eficaz antes de dormir e irá proporcionar um sono mais relaxante.

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