Tempo nosso de cada dia nos dai hoje, amém!

0
793
Foto: Reprodução.

“Minha gente, que horas são?” “Eita, nem deu tempo de resolver tudo, passei um tempão no banco!” “E as pautas?” “Tenho que fechar um caderno, hoje!” “Ow gente, tá muito corrido, mas a gente marca!”

Essas são algumas frases que pairam nosso dia a dia. Somos reféns do tempo! Alvaro Granha Loregian diz: “Somos reféns e cativos do Tempo: Não conseguimos fugir dele, ele não nos espera e estamos sempre contando com ele”. E quanta verdade existe nessa frase, estamos sempre contando o/com o tempo.

Ouvindo, nessa semana, meu cantor do momento, Tiago Iorc, comecei a refletir sobre as verdades da música “Sol que me faltava”, onde ele, com aquela voz, (e, que voz, ai, ai) joga na nossa cara a vida artificial que levamos, sem profundidade e com muitas “curtidas” nas redes da vida. Quando ele coloca “Quando foi, quando foi a última vez que você quis escutar, silenciar? Onde foi, onde foi a última vez que o instante  deixou se fotografar no teu olhar?” Fiquei tentando lembrar da última vez que eu tinha dado tempo para me escutar e, sem a loucura da vida, observar as coisas e as pessoas ao meu redor.

tempo
Foto: Reprodução.

Isso tudo veio na minha cabeça porque na semana passada fiquei de licença médica apenas por 3 dias em casa, devido a uma inflamação nos ligamentos do meu joelho (Oh, God!). E, dessa maneira, tive que desacelerar minha vida, tendo que passar esses dias em CASA, sem trabalhar! Isso foi um susto para mim e, confesso, que tava numa agonia danada. Então, percebi que estou viciada a uma vida louca, sem hora para me alimentar, sem tempo para os amigos, e o mais assustador de tudo, é que, aparentemente, gosto dessa vida, e, assim, me transformo em alguém com prioridades nas quais não acredito que valham a pena!

Sou do lema: “O maior investimento que fazemos nessa vida é em pessoas”, mas, de fato, quanto tempo temos investidos nas pessoas próximas a nós? Quando digo próximas, incluo até teus pais, teus irmãos, teu marido, tua esposa, teus filhos, essas pessoas que “vivem” conosco no mesmo teto e que passam os dias e não conversamos, não trocamos experiências, ou ao menos, abraçamos dando aquele bom dia legal.

Quanta superficialidade! Vivemos na correria onde nosso “Oi, como ?” é automático e não, não dar espaço para o outro dizer: “Ow, mulher, bem não!” Ops, resposta errada! Nós esperamos ouvir um “ bem e você?”. Aí pronto, seguimos nossa vida toda trabalhada no “ bem e você?”, tranquilos por termos feito nossa parte na Terra.

redes sociais
Foto: Reprodução.

Penso que toda essa tecnologia, que nos possibilita conversar com gente do outro lado do mundo, e que nos possibilita também conhecer novas pessoas, é boa demais. Porém, não substitui e nunca vai substituir o abraço, o olho no olho, a mão na mão!

Fico observando que sempre quem está no virtual é mais interessante do que quem está no real, porque você consegue marcar um tempinho com as amizades, mas nós não largamos o WhatsApp, não enxergamos quem está na nossa frente. Caramba! Somos pessoas ruins!

Enfim, acho que está na hora da gente viver mais o real, valorizando os nossos amores, nosso mundo ao redor, com falhas e qualidades reais. Porque, viver de aparência no Instagram é fácil, mas encarar a vida sem photoshop não é mole não. O que precisamos é: viver além dos emotions! Viver de fato, porque a vida é curta demais, minha gente, e quando a gente morre, nem leva o celular junto, nem leva nossas redes sociais do babado, nem leva o dinheiro do banco (eu sei, que não temos muito, mas….), nem leva nada. A única coisa que levamos é o que fazemos para o outro, o que dedicamos ao outro, o que sentimos pelo outro.

Tchau, gente! Bjos e, me liguem! Vamos marcar uma saída para olharmos nos olhos e dizermos um “Oi, tudo bem?” Mas, de coração e com tempo para ouvir essa resposta!

Sem comentários

LEAVE A REPLY