Um sonho realizado (em Londres)!

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Hésla Marques (a esquerda) e Veruska Alves (a direita).

Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado.” – Roberto Shinyashiki

Sabe aquele sonho antigo, que leva tempo, esforço e planejamento para que seja realizado?! Este é exatamente o tipo de sonho compartilhado pelas amigas Hésla Marques e Veruska Alves, as duas formadas em Letras – Inglês: viajar para Londres!

E como o ‘o que que há’ ama histórias inspiradoras, entrevistamos estas sonhadoras sobre este capítulo maravilhoso e inesquecível da vida delas! Se também está pensando em fazer um intercâmbio, se liga nas dicas!

Foto: Arquivo pessoal.

O que que há: Por que a escolha foi Londres?

Veruska: Desde criança eu sempre dizia que ia viajar para conhecer Londres. Sempre achei uma cidade encantadora, através de filmes e fotos.

Hésla: Porque acho Londres um dos lugares mais organizados e com paisagens magníficas, além da língua inglesa, da qual considero o sotaque um dos mais bonitos entre os falantes do inglês. Sem falar das atrações turísticas que duram todo o dia, principalmente no verão. Foi a realização de um sonho. Sempre foi um lugar de encanto, quando via em filmes ou em livros.

O que que há: Desde quando vocês planejavam esta viagem? Como foi este planejamento?

Veruska: A proposta de viagem surgiu pela instituição em que trabalho. Surgiu faltando um ano para viagem. Então foi uma corrida contra o tempo, principalmente, para economizar dinheiro.

Hésla: Eu planejava, a nível de imaginação, desde a adolescência. Mas, planejamento concreto se deu ano passado. Primeiro, eu fiz um orçamento e procurei as possibilidades de financiamento e empréstimo. Após conversar com minha família sobre isso e conseguir ajuda financeira da minha irmã, eu pude sair do papel e fui procurar agências de viagens que fazem esse tipo de programa. Depois voltei para o papel e para a calculadora, fiz os cálculos de quanto eu precisava, de quanto eu tinha e das possibilidades de conseguir o que faltava. Cálculos estes, feitos em real e em libras esterlinas, acompanhando a cotação e fazendo trocas nas Casas de Intercâmbio. Depois de muito calcular e ir atrás de conseguir o que faltava, deu tudo certo.

Foto: Arquivo pessoal.

O que que há: Quais as vantagens em fazer intercâmbio?

Veruska: É ideal para quem procura uma imersão no idioma inglês. Lá, você vê a realidade do idioma no dia a dia. Uma coisa é falar inglês com nativos brasileiros e outra é falar com nativos ingleses que têm suas gírias, sotaques, e variações linguísticas do idioma.

Hésla: Nossa, são tantas! Considero que umas das melhores, pra mim, foi conhecer uma nova cultura, além de aprimorar meu inglês, fazer amigos de outros países, experimentar novos sabores e vivenciar possibilidades sem medo de tanta violência.

O que que há: Quais foram as maiores dificuldades nesse intercâmbio?

Veruska: A cultura, os costumes da nossa “host family”, a culinária, dificuldades de localizar lugares … Muitas vezes, nos perdíamos.

Hésla: O custo de vida e a imigração. A imigração pode ser estressante e constrangedora, pois fazem muitas perguntas e as pessoas são rudes, além da fila enorme. Também, a adaptação e compartilhamento de diferentes culturas. Por exemplo, a nossa “host family” era bastante conservadora e nunca havia recebidos brasileiros, até a nossa chegada. E, claro, as comidas, pois são frias, sem sabor e artificial. Para comer um pouco melhor, tem que dispor de muito dinheiro. Sem falar que, é um dos lugares mais caros do mundo. Dependendo do país, há maiores dificuldades. Mas, se encarar como um desafio, vale a pena!

Foto: Arquivo pessoal.

O que que há: O que é essencial para fazer um intercâmbio?

Veruska: Muito dinheiro, força de vontade e planejamento.

Hésla: Planejamento, foco e dinheiro.

O que que há: Vocês procuraram alguma agência de viagens? Se sim, como foi o processo para que a viagem fosse realizada?

Veruska: No meu caso, a instituição em que trabalho fez parceria com uma agência.

Hésla: Sim.  Ela informa o valor e forma de pagamento e se você achar pertinente, fecha o contrato. Para Londres, não foi preciso visto, apenas passaporte, além do seguro (obrigatório). O valor do nosso pacote já estava incluso curso, hospedagem e passagens. Dependendo da empresa, há formas diferentes de contrato. O que depende da agência é o pagamento, o resto do planejamento é pessoal.

Turma do curso realizado durante a viagem. Foto: Arquivo pessoal.

O que que há: Vocês foram para aperfeiçoar o inglês, certo? Então, como a viagem colaborou para o enriquecimento do currículo profissional de vocês?

Veruska: Eu como sou professora de inglês, agora posso falar com mais conhecimento para os meus alunos. Depois da viagem, está sendo bem divertido, meus alunos me fazem muitas perguntas.

Hésla: Sim, também. Para o currículo profissional foi através do Certificado Internacional que recebemos, uma vez que fizemos um curso lá.

O que que há: O que não fazer em um intercâmbio? Na opinião de vocês.

Veruska: Não pode deixar de se arriscar, tudo volta como aprendizado. Não dá pra ser mente fechada.

Hésla: Passar muito tempo com brasileiros, pois senão acabamos falando em português e não praticamos com falantes nativos ou outros estrangeiros.

O que que há: Como vocês descrevem a cidade de Londres? E as pessoas de lá?

Veruska: São da mesma forma que ouvimos sobre eles – extremamente gentis, pacíficos, formais, prestativos e muito inteligentes. A cidade é um sonho, pela mistura do moderno com o antigo, pela infinidade de atrações que se tem para fazer. A cidade é lindamente urbanizada.

Hésla: Linda, maravilhosa, encantadora, magnífica, bucólica, moderna, cosmopolitan. Um lugar no qual é possível sair e chegar na madrugada sem medo de assalto, que podemos pegar tranquilamente o celular em lugares públicos. Um lugar de diversidade. As pessoas são extremamente educadas, respeitam as leis de convivência e conveniência. Percebi que lá existe um sistema bastante colaborativo, mesmo com a famosa “pressa” dos londrinos, eles são educados, tanto que dizem “sorry” pra tudo, até mesmo quando eles não fazem nada de errado. É algo lindo de aprender. Vale ressaltar, também, que o sistema de transporte público de lá é de excelência.

O que que há: Qual a maior/melhor lembrança desta viagem?

Veruska: Para mim, foi conhecer a famosa London Eye.

Hésla: Para mim, é difícil selecionar, pois todas são maravilhosas. A visita ao Madame Tussauds Museum, onde ficam as esculturas de cera de celebridades é como estar dentro de um filme. A London Eye, famosa roda gigante, onde você tem uma visão panorâmica da cidade. O bairro Soho, um dos melhores lugares para quem gosta de sair à noite. Entre muitos outros lugares e momentos.

O que que há: Como foi o retorno para casa? Como foi voltar à realidade?

Veruska: Foi bem difícil se acostumar com o nosso dia a dia, mas ao mesmo tempo já me conformava com o retorno.

Hésla: Foi triste (risos), o chato é a Imigração. Não foi fácil voltar depois de quase um mês fora, tanto pelo clima quanto pela segurança que não temos aqui. E o fato de que lá, o transporte público funciona, até os ricos usam. Você não passa mais de 10 minutos esperando ônibus ou trem. E aqui… Sabe como é! Aspectos como a organização e a educação das pessoas são perceptíveis por todos que saem do Brasil. Quase todos os dias olho minhas fotos e penso: “Alguém me leva de volta”. Mas, o pior mesmo de tudo são as contas pra pagar (risos)… Porém, como já disse: Vale muito a pena!

O que que há: Alguma dica para quem tem o mesmo sonho: fazer um intercâmbio?

Veruska: Sempre recomendo que você vá com um conhecimento, no mínimo, intermediário de conversação em inglês e estudar o inglês britânico. Caso contrário, as chances de você passar perrengue com o idioma são enormes.

O que que há: Então, é necessário saber falar bem o idioma para o intercâmbio?

Hésla: Depende do objetivo e da dedicação de cada um. Não é que seja necessário, mas isso facilita muito. Algumas pessoas do intercâmbio só tinham o básico e se saíram muito bem, pois as pessoas de Londres são muito cooperativas, ajudam com gestos, com aplicativos. Eles tentam se comunicar de alguma forma, e isso até estimula as pessoas que só possuem o básico. Não considero o “falar bem”, mas sim: habilidades de comunicação. Em algumas ocasiões, saber mais do que o básico da língua facilita e agiliza obter resultados, como por exemplo, tirar dúvidas e pedir informações.

O que que há: Algo mais a acrescentar?

Hésla: Sim. “Alguém me leva de volta”. Brincadeira, mas é verdade (risos). Porém, quero dizer para vocês continuarem sonhando e planejando. Se foi possível pra mim, depois de 15 anos sonhando, também pode ser possível para vocês.

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