Vou casar e sinto medo!

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Reprodução|Pinterest.

A gente vai vivendo e passando por coisas diferentes. As experiências são diversas e os sentimentos também. Parece um misto louco de sentimentos diários. A felicidade é uma escolha que nem sempre é fácil.

Essa introdução fofa é só para dizer que chegamos ao mês de outubro, um mês bastante esperado por mim. Mês do meu casamento. E, tem decisão mais doida, nesta vida, do que decidir viver a vida todinha com uma pessoa? Amando de verdade, suportando as dificuldades e se dedicando a outro alguém?

Engraçado que esse é um momento de muita doideira mesmo, porque a gente não sabe exatamente o que está sentindo. Tem toda a empolgação com a solenidade, você passa meses planejando e, realmente, quer que tudo saia legal. Tem também a ansiedade de morar juntinho com a pessoa que você ama, e aí é muito legal a espera dessa nova vida.

Mas, também, tem outro lado que, muitas vezes, não é falado entre as noivinhas empolgadas da vida: a mudança. Essa palavra por si só já me dá um medo danado. Nossaaaaa, me arrepio toda. Mudar não é algo simples e requer coragem. E isso gera medo. Não é medo de viver uma nova vida, não, pêra, é medo sim.

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Vivemos em uma sociedade em que ter medo é proibido. Se você confessa que tem medo do novo emprego, é covarde. Se tem medo de mudar de cidade, é inseguro. Se tem medo de começar um novo relacionamento, é traumatizado. Enfim, as pessoas julgam aqueles que têm coragem de assumir que o medo é um sentimento humano e que é impossível viver sem ele.

Outro problema em assumir o medo, é porque este sentimento é facilmente associado ao que é ruim. As pessoas acham que sentir medo significa que você não quer fazer algo ou que o que te espera é algo negativo.

Mas não é desse medo que eu estou falando. O medo que apavora e que maltrata. Que fere. Não! Falo do medo do novo. Medo de viver. E, acredite, tem muita gente sentindo isso e vivendo sufocado com o medo de admitir que tem medo. É loucura!

Caraaaa, longe disso. O medo é algo inerente a nós! É vivo! É forte! E a diferença está na forma como você domina ou se deixa dominar. Aí, sim, habita a diferença.

Voltando a mim, eu sinto medo. Inclusive, o casamento é um momento de medo para mim. Porque vou viver algo novo. Não sei para você, mas sair da casa dos meus pais, viver longe dos meus irmãos, me dá muito medo.

Eu sou daquelas pessoas apegadas, ao extremo, à minha família. Meus irmãos, para mim, são preciosidades da Terra. Amo estar com eles, passar tempo com eles. E nossos sábados sempre são os melhores porque a gente canta, briga, brinca, briga, dança, briga, conversa, briga, aconselha, briga, sorri, briga. A gente  ama muito os sábados, dia de ter a comunidade toda junta em casa.

Quando penso nisso, eu fico com medo: “Meus sábados não serão mais assim”. Meu Deus, bate a bad.

Mas, esse medo é bom. Porque eu sei que vou tê-los sempre em minha vida. Eu sei que não vou morrer e nunca mais vou vê-los. Só vou me mudar e mudar as relações para melhor. Sem dúvida!

Eu sei que todos esses sentimentos se unem dentro de um só coração. Fica tudo bem “liquidificador”. Mas, é muito bom viver isso tudo.

Reprodução|Pinterest.
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Eu penso que casar é uma decisão para corajosos. Assumir um relacionamento para vida toda, é loucura para muita gente. Manter uma casa aos 26 anos sem ganhar 10 mil reais, pode ser uma precipitação para muitos. Mas, apesar do medo, eu sinto, no meu coração, que casar é uma das mais autênticas formas de amar. E, eu decidi viver essa aventura loka que é partilhar minha vida com alguém. Alguém que eu sinto dentro do meu coração uma vontade muito grande de fazê-lo feliz. Alguém que deixa minha vida mais leve. Alguém que quando me toca, me transforma de uma pessoa medrosa em alguém corajosa e melhor.

Então, eu espero que vocês sintam isso dentro do coração. Não necessariamente numa decisão como esta: o casamento. Mas, a decisão de assumir que sentimos medos sim e que isso não nos faz covardes, apenas coadjuvantes da vida que segue no fluxo determinado por God.

Sintam medo, mas encarem a vida! E, saibam que depois do medo, sempre vem alguma coisa, que pode ser muito boa. Basta a gente decidir viver sem a expectativa de sempre acertar.

brinde

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